Mostrando postagens com marcador Editora Arqueiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Arqueiro. Mostrar todas as postagens

Top 5 - 2012


  Fim do ano... Época para repensar nossas atitudes, organizar planejamentos, fazer promessas e recordar o passado. 
   Olhando de volta para 2012, vejo um ano cheio de oportunidades e alegrias. Foi um dos meus melhores anos, sem dúvida, e sou muito grata ao mundo dos livros por isso. Li livros que mudaram completamente meus conceitos sobre temas embaralhados em minha cabeça e me fizeram ver o mundo com uma nova perspectiva. À esses livros tão especiais quero dedicar esse post. São meus livros favoritos não só por terem uma estória interessante e personagens legais, mas sim por me marcarem de alguma forma. Esse é o meu Top 10 de 2012:

O Semeador de Ideias




   Essa trilogia é muito importante para mim porque, como disse algumas vezes antes, foi a que me introduziu ao mundo da leitura. O Semeador de Ideias foi um desfecho incrível e emocionante, capaz de nos primeiros capítulos arrancar algumas lágrimas. O modo como Augusto nos faz pensar de forma crítica é lindo e arrebatador e esse é o principal objetivo da obra: ser autor da própria estória. Recomendo bastante! Não consigo colocar em palavras o quanto esse livro é especial...

A Arte da Imperfeição



   Ganhei esse livro em uma promoção no blog Canto de Meninas. Aliás, a Novo Conceito está de parabéns novamente pelos seus kits. *-*
  Fico tão triste quando vejo pessoas que abandonaram este livro... Sei que muitas pessoas não gostam do gênero e não dão uma chance a ele por esse motivo, mas elas estão perdendo um ótimo conteúdo! Sim, é auto-ajuda, mas é muito mais do que isso! 
   Em A Arte da Imperfeição Brené Brown mostra os resultados de sua pesquisa sobre Vida Plena. Brené conta suas experiências e as de seus pacientes de uma forma tão íntima que ao terminar o livro você já se sente uma amiga dela. Mostra o quão hipócrita podemos ser e que o caminho à Vida Plena é árduo, mas a recompensa é grandiosa. 
   A Arte da Imperfeição me esclareceu muitas coisas e me mostrou que medo e vergonha são só pedras de tropeço. De qualquer forma... Você só vai entender o que estou falando quando lê-lo, então GO GO!

Revolução pode soar um pouco dramático, mas, neste, mundo, escolher autenticidade e valor pessoal é um ato de absoluta resistência. Escolher amar e viver com todo coração é um ato de desafio. Você vai confundir, irritar e aterrorizar muita gente, incluindo você mesmo. Um minuto você vai rezar para que a transformação pare, e outro você vai rezar para que nunca acabe. Você também vai se perguntar como é possível sentir tanta coragem e tanto medo ao mesmo tempo. Pelo menos é assim que me sinto a  maior parte do tempo... corajosa, temerosa e muito, muito viva." 

Julieta 


   
   Ganhei Julieta como presente de aniversário de 15 anos e isso, por si só, é especial o bastante. Mas não foi. Eu tive que me envolver emocionalmente com ele também. Não vou falar muito sobre, até porque esse post ficaria muito grande e vocês, com preguiça. Para ver o quanto esse livro foi especial para mim, clique aqui.

Apaixonada por Palavras



   Como não amar as palavras de uma pessoa que sabe exatamente o que você sente?  
   Neste conjunto de crônicas, Paula Pimenta mostra a sua visão de mundo e, nossa, como ela é incrível! Ela escreve de um jeito tão especial que facilmente se tornará sua autora favorita:  suas palavras são muito acolhedoras. Em algumas crônicas fiz questão que colar uns post-its, para relê-las no futuro. Tenho certeza que um dia vou precisar dessas palavras, então marquei as mais especiais para mim e elas estarão lá me esperando. 
   Ah, também não sei o que falar sobre Apaixonada por Palavras, então leia aqui.

"Odeio cantadas. Flores não me seduzem. Chocolates então, nem pensar. O que me comove são palavras. (...) Mas por que eu sou tão viciada em palavras? Por ter crescido lendo enquanto minhas amigas brincavam de pique-esconde? Por minha primeira paixão ter sido o Cebolinha, nos gibis da Turma da Mônica? Por amar poesia desde que nasci? Não sei. O fato é que me desperta curiosidade quem sabe escrever o que pensa. [...]  No dia em que eu encontrar um que se importe mais com o que eu escrevo do  que com a minha embalagem, eu caso. Desde que a proposta seja feita por escrito. E que, por trás daquelas palavras, existam óculos em vez de músculos." ♥  
Lira dos Vinte Anos 


   
   Se você quer saber quem é Álvares de Azevedo, pesquise em um livro de Literatura. Eu não quero falar o quão grande ele era no Romantismo, mas sim se como sua poesia é alma  e coração. Não consigo explicar a conexão que sinto com seus poemas - chego até a me arrepiar lendo-os. 
   Se eu pudesse voltar no tempo para qualquer momento da história, voltaria para o século XIX, assistindo ao processo criativo de Álvares. Sim, eu sei que muitas obras são apenas liberdades artísticas e sei que ele poderia ser qualquer coisa menos a ideia que eu tenho, mas a questão é exatamente a qual se refere a citação acima de Paula Pimenta: sou apaixonada por palavras e me encanta quem sabe escrever o que pensa. Amo demais A Lira dos Vinte Anos e será um livro que me marcará para sempre.       

   Gostaram?
   E você? Quais foram os livros que mais te marcaram em 2012? 

Comentando sobre... Julieta - Anne Fortier feat. Taylor Swift

 Julieta
Anne Fortier
Editora Arqueiro

  Eu não ia postar sobre esse livro. Talvez eu nem mesmo fosse lê-lo. Julieta foi um presente de 15 anos que ganhei de uma velha amiga. A amizade passou, mas o livro não. Deve ter sido esse o motivo que me manteve distante da obra por tanto tempo. Ganhei em março e só terminei em outubro - no momento certo. Não que a leitura não fosse boa, mas sim porque a mensagem dele para mim só serviria naquele sábado à tarde, quando a viagem era curta e alma ansiava por mais. Tirei o livro da estante, coloquei os fones de ouvido e mergulhei no mundo de Julieta.


  "E essa dor que hoje sentimos servirá para conversa, no futuro."
   Julie e Janice são irmãs gêmeas que passaram a ser criadas pela tia-avô Rose e seu mordomo Humberto depois do acidente que resultou na morte de seus pais. Uma notícia abala a vida de Julie: tia Rose morreu. Enquanto Janice, a gêmea má, herda a casa, tudo o que restou para Julie foi uma carta. Nela dizia que seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei e que sua herança é, na verdade, um tesouro familiar descoberto pela sua mãe. A única forma de se apoderar dele é partindo para Siena. 
   Chegando na velha cidade, tudo o que há desse suposto tesouro são papéis velhos, um caderno com esboços de desenhos, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário do pintor Maestro Lippi. Lendo o diário, Julie descobre que Romeu e Julieta é apenas uma adaptação de uma história ambientada em Siena - e não em Verona, como escreveu Shakespeare - sobre dois jovens, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, que foram vítimas de seu amor avassalador e do ódio mortal da família Salimbeni. A partir das informações contidas nos papéis de sua mãe, Julie parte para uma caçada perigosa e mortal, buscando seu tesouro e o fim de uma antiga maldição. 


   A narrativa é intercalada entre o presente, na busca de Julie pelos mistérios, e o diário de Maestro Lippi, contando o romance entre Giulietta e Romeo. Esse é um dos pontos mais positivos do livro. Além de conhecer e envolver-se com a investigação da Giulietta do presente, ainda acompanha a história da Giulietta medieval - e que história! A Giulietta de 1340 era forte e destemida, uma personagem incrível. Romeo também não ficava para trás - era o tipo rebelde despreocupado, ansiando por amor.

Quanto às cartas endereçadas a Romeo, recebia respostas ardentes a cada uma delas. Se a jovem falava em centenas, ele respondia em milhares e, quando ela falava em gostar, ele falava em amar. Giulietta era ousada e o chamava de fogo, mas Romeo era ainda mais intrépido e a chamava de sol; ela se atrevia a pensar nos dois juntos em um salão de baile, porém ele não conseguia pensar em outra coisa senão em estar com ela a sós…
   Por um longo tempo os momentos que realmente me capturaram na estória foram os de 1340. A razão era que o estilo gêmea boa e gêmea má se tornou muito cansativo e Julie era uma personagem, no mínimo, fraca - sempre oprimida pela irmã, tentando ser tudo menos uma comparação, quando na verdade era tudo que ela era. 
   O mundo de Siena é realmente fantástico! No livro a identidade sienense é mostrada em seu principal aspecto: as contrade.
  [...] Siena não é apenas Siena, mas um conjunto de 17 bairros ou contrade diferentes e todos eles tem seu próprio território, seus governantes e seu brasão. [...] Para a população de Siena, essas contrade, esses bairros, são tudo o que se resume na vida: são seus amigos, sua comunidade, seus aliados e também seus rivais. Todos os dias do ano.
  Além dessa informação tão peculiar, há ainda uma exploração das histórias contidas no subterrâneo da cidade, assim como uma pesquisa minuciosa, que permitiu à autora tanto veracidade quanto liberdade de criação. 
  A questão é que nenhum comentário bom que eu fizer fará jus ao que Julieta realmente é, mas não custa nada tentar. 
   Seu desenvolvimento é incrível, repleto de surpresas. Os personagens são cativantes, e o melhor: reais. O cenário é esplêndido (pfvr, é Siena!) e a escolha da estória - Romeu e Julieta - não poderia ser mais perfeita. E as surpresas então? Mesmo se eu disser que há reviravoltas, não há como imaginar a proporção delas. É um livro ótimo tanto como romance e suspense como histórico.

  Julie melhora como personagem no decorrer do livro e torna-se destemida, não apenas uma sombra de sua irmã. Alessandro, um desafeto que arranjou logo no primeiro dia em Siena, é... bem... ~suspiro~
   O grande defeito da obra: NÃO TEM FILME! Não entendi a razão disso, sério. Julieta é um livro extremamente compatível com adaptações. Mas se um dia alguns produtores acordarem e perceberem a beleza e a oportunidade que Julieta traz, serei a primeira da fila na estreia. E sobre o elenco, já tenho meus palpites para meus personagens favoritos.


Alessandro Santini


   Desde o princípio, quando imaginava Alessandro, Michael Trevino vinha à minha cabeça. Ambos são, como Julie explicou, "não apenas um colírio pecaminoso, mas também de uma elegância de arrasar".

Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti



  É muita coincidência Taylor Swift ter feito um vídeo clipe sobre Romeu e Julieta e se parecer tanto com a Giulietta medieval. Com suas característica, ela se torna perfeita para o papel, assim como o Romeu do clipe. <3
  Por falar em Taylor Swift...
  Como falei antes, terminei o livro em uma viajem. Coloquei os fones de ouvido e escolhi o primeiro álbum que vi: Fearless. Nem mesmo havia me lembrado que a música Love Story era dele. À medida que lia, as músicas se encaixavam totalmente nas situações do livro. Em cada faixa havia um pedaço de Giulietta, Alessandro, Humberto, tia Rose e, no fim, de mim. 




  Começou com Fearless (Destemida), que é exatamente o que Julie se tornou. E por aí foi... Love Story, que conta a história de Romeu e Julieta. Hey Stephen e The Way I Loved You, um retrato perfeito de Alessandro. White Horse, Breathe, Tell me Why, Forever & Always e You're not Sorry que eram a explicação perfeita dos sentimentos e inseguranças de Julie em relação ao seu "Romeo". You belong with me, algo certo em qualquer adaptação de Romeu e Julieta - um sempre irá pertencer ao outro. Change, música perfeita para o final do livro. The Best Day, que traduz a relação das gêmeas com Humberto e tia Rose.
  A única faixa que não se encaixava com a estória era Fifteen. A primeira que - por obra do destino, talvez - estava na dedicatória do livro. Aquela que eu nunca tinha notado. Que falava sobre como pensamos que sabemos de tudo aos quinze anos. Que traduziu exatamente o que eu precisava ouvir. Melhor, que traduziu tudo o que eu sou. 


'Cause when you're fifteen
And somebody tells you they love you
You're gonna believe them

And when you're fifteen

Don't forget to look before you fall
I've found time can heal most anything

And you just might find who you're supposed to be

I didn't know who I was supposed to be
At fifteen

  "Eu descobri que o tempo pode curar quase tudo". É isso mesmo. Curou a amizade que passou, curou as decepções que já vivi e vai curar qualquer coisa daqui por diante. E eu precisava escutar isso.
  Ler Julieta foi, pra mim, uma experiência. Tanto pela estória como pela lição que aprendi junto com as músicas. Não acredito que esse livro vá ter esse significado para qualquer outra pessoa como ele tem pra mim. Agora, na minha estante, ele será um sinal para nunca desistir de nada e uma lembrança de que o tempo pode curar quase tudo. Assim como fez  Taylor, me ensinou a ser destemida. E é isso que serei a partir de agora.  

May these memories break our fall...