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Semana John Green: Dia 5 - A Nerdfighteria


   Hey, você que acompanhou a Semana John Green!
   Nós, 20 blogs, mostramos nossa união e força causadas por um amor comum: John Green. Nos esforçamos, relemos trechos dos livros, abrimos nosso coração (principalmente no post de ontem D':), explicamos o quanto o João Verde e suas obras são awesome e... não parou por aí! Apesar de hoje ser o último dia da #SemanaJohnGreen, continuaremos unidos. Isso porque somos nerdfighters e nerdfighters sempre ajudam um ao outro.
   Nerdfighter? MASOQ? '-' 
   O Nem Um Pouco Épico fez um post awesome sobre o que significa ser um nerdfighter, se liga lá. ;)



   Basicamente, os nerdfighters são pessoas que ao invés de serem feitas de tecidos e células, são feitas de awesome e tem como maior objetivo lutar contra o World Suck (ou As Coisas Ruins do Mundo). A Nerdfighteria foi criada pelos irmãos Hank e John Green, que convenceram milhões de pessoas de awesomeness através dos vídeos que eles mantêm no canal VlogBrothers. Nós, nerdfighters, somos super-heróis disfarçados de nerds, escondidos por trás dos livros, se divertindo com os vídeos dos irmãos Green. 


John e Hank *-*

    Para se tornar um nerdfighter, basta apenas querer ser um! A intenção dessa comunidade é justamente integrar todas as pessoas, sejam elas como forem. A concentração acontece no grupo dos Nerdfighters BR no facebook. Ninguém se sente sozinho lá! Logo quando você chega, é super bem recepcionado, então corre! 
   A Nerdfighteria brasileira foi responsável por trazer o livro "Quem é Você, Alasca?" para o Brasil. A galera praticamente pressionou algumas editoras para que a publicação do livro funcionasse. FUNCIONOU! \o/ Fora a grande ação de lançamento de A Culpa é das Estrelas que foi um sucesso e, agora, a semana do #TeoremaJohnGreen.  
   O João comentou sobre como somos incríveis e tudo o mais nesse vídeo. *-*



   Ah, temos também um sinal de mãos secreto ou quase isso

 

   Temos uma saudação.


   E nossa awesomeness afetou até o Paulo Coelho.


  Essa Semana John Green vai deixar muitas saudades. ): Maaaas... Tem livro novo vindo aí, gente, não esquenta. *-* 


   Se você ainda não leu nenhum livro do John ou não viu nenhum vídeo dos irmãos Green, vai ficar de fora da experiência mais incrível que existe. Junte-se a nós!
   Quanto a promoção do pi...


   Gente, que coisa incrível vocês são! Fiquei humilhada com a criatividade de vocês. ): Juro, se eu tivesse tantos kits para sortear quanto os blogs principais da promoção, premiaria a todos. Vocês merecem! Mas só tenho um, então tenho que decidir isso. D:
   Gostei de todos. Sério! Mas o kit de O Teorema Katherine vai ficar com...

Lara Aguiar \o/

   "Cativada antes de avistar ele, incrivelmente boba ficava. Ele, com enorme humor, integridade, gentileza, inconveniência... Coração bobo, carente. Hoje desaba faminto berrando. Foste dia comum, cético... Hoje coração bate gostando, implorando, exigindo. Jeito bizarro, honesto, humilhante de amar. Ingrato, garoto artificial fazia-se inalcançável. Cada imortal integral cálido grito embaraçadamente apaixonado jogado erraticamente, humilhado. Brincava jeitoso introduzindo garantia da imensidão da dor. Então inofensiva bem calma juntou-se gerando harmonia, armadilha fabricada de jeito fadonho. Balançado. Horrorizado. Fez-se bicho. Já heroína: impede habilmente. Fez bem. Homem jovem, crescido, descobre hematoma. Bem... era coração destruído. Bastou a amar. Garanto já: felicidade germinou!"

   Parabéns, Lara. *-* Muito obrigada por sua participação e pela participação de todos os outros. Queria presentear todos vocês. ): 


   Anyway... Muito obrigada você também que acompanhou toda a semana, que se dignou a ler os posts dos blogs participantes, que teve paciência com esse bando de nerdfighters em euforia. Muito obrigada todos vocês e - nunca esqueçam - DON'T FORGET TO BE AWESOME. :')



Semana John Green: Dia 4 - A Culpa é do John Green


*pausa para o choro* 





   Eu tentei, juro que tentei, fazer um vídeo falando mais sobre A Culpa é das Estrelas e seu significado para mim. Mas, dude, foi difícil até fazer uma resenha, quanto mais isso. Os sentimentos vinham, mas as palavras não acompanhavam; eles rolavam como uma bola de neve e elas foram derrubadas. Desculpe, mas "meus pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações."
   Mas vou tentar (então, por favor, reconheçam meu esforço). 
  “Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros [...] do qual você não consegue falar - livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.”
   Para Hazel, o maior livro da história é Uma Aflição Imperial. Não é nem porque o livro é bom nem nada, mas porque o autor a entende das maneiras mais improváveis possíveis. E ACEDE é assim em relação a mim. E a muitos outros. Parece que o John passou um ano stalkeando as pessoas que foram igual e profundamente afetadas para as informações que conseguisse, usasse no livro. Ele usou as palavras certas, colocou tudo da forma mais cruelmente incrível e sacudiu nosso mundo e, claro, nossos pequenos infinitos.
   Mas quero falar sobre a minha experiência de ter lido A Culpa é das Estrelas
   Conheci o John Green quase que por acaso, através dos seus leitores em um site de chat internacional. Quando eu pedia indicações de livros, 9 entre 10 indicavam algum livro do John. Ok. Um mês depois a Intrínseca lança ACEDE e eu ficava cada vez mais apaixonada com cada post da ação #CulpaDoJohnGreen. Surgiu a oportunidade de ter meu exemplar em mãos e enquanto lia, ele ficava cada vez mais afogado em lágrimas - assim como Hazel ficou afogada nos próprios pulmões ou como a Holanda deveria estar totalmente afogada agora. 
  Sabe a sensação de ler personagens totalmente parecidos com você? Isso assusta e surpreende demais um leitor. John elabora muito bem os seus personagens e não te dá outra alternativa a não ser amá-los. Não porque eles são perfeitos - longe disso -, mas exatamente porque têm os mesmos defeitos, sonhos, esperanças e  desejos que você. Foi nisso que ele me pegou. Eu não te dei o direito de colocar minha vida nos seus livros, John! 




   E ele é tão cruel! Why you gotta be so mean, John? Há momentos em você ri, mas logo se sente culpado por isso. D:

"Mas só digo uma coisa: quando os cientistas do futuro aparecerem na minha casa com olhos robóticos e me disserem para experimentá-los, vou mandar eles se foderem, porque não quero ver um mundo sem o Augustus. "

"Não contei que o diagnóstico veio três meses depois da minha primeira menstruação. Tipo: Parabéns! Você já é uma mulher. Agora morra. "



   Não posso colocar em palavras quantas vezes eu repeti no fundo da minha mente "Eu te entendo!" enquanto lia. Eu também era uma granada, também tinha medo do esquecimento, também me apaixonei do jeito que alguém cai no sono - gradativamente e de repente e, depois, de uma hora pra outra -, também era um balanço extremamente solitário que precisava de um lar amoroso, também já falei "okay" ao telefone, também usei um cigarro como metáfora (minha foto no blog), também tinha como objetivo deixar uma marca no mundo e - droga - até meu sobrenome é Holanda! De todos os países do mundo, logo a Holanda!
    Aliás, que coisa mágica essa viagem deles para a Holanda! Que percepção poética sobre o champanhe! "É como beber estrelas." Na segunda, quando começou a Semana John Green, foi meu aniversário e meus amigos prepararam uma surpresa para mim. Vieram aqui, comemoramos a data e tudo mais. Uma amiga minha, que sente o livro da mesma forma que eu, me deu um presente muito especial. Qual era? Champanhe! Para beber estrelas. Isso foi mágico. *-*
   Acho que com isso dá para entender o tamanho do infinito de emoções que esse livro me proporcionou e, se tem um coisa que eu aprendi, é que alguns infinitos são maiores que outros. Esse é enorme. John pegou meu coração com cuidado apenas para despedaçar em pequenos pedacinhos patéticos. Mas, John, foi um privilégio ter meu coração partido por você. 


   Aprendi que o universo quer ser notado; que amar é manter as promessas que fazemos de qualquer forma; que não dá pra escolher se você vai ou não se ferir nesse mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo; que a tristeza não nos muda, ela nos revela; que a vida é uma montanha-russa que só vai parar cima; que podemos colocar significados infinitos dentro de uma palavra, de um livro, de uma música, de um "ok". Enfim... "Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso", John Green. 

   Uma amiga me mandou essa música que foi inspirada em ACEDE e, oh my, quantas vezes chorei escutando ela! Pode até parecer engraçado, mas há momentos em que estou na escola, coloco essa música e ficamos eu e outra amiga escutando e as lágrimas fluem tão facilmente. Não é só por causa da música, mas sim porque lembramos de cada parcela desse infinito que o John nos proporcionou, de cada momento em que mesclamos aquela história com a nossa, como ele nos entendeu, nos leu e não o contrário. 



    Acho que não consigo falar mais do que isso... "As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza", mas eu não quero ficar indiferente a tudo o que esse pequeno infinito significa para mim. Ele ficará comigo sempre sempre sempre e sempre, ok? Ok.

Semana John Green: Dia 3 - João Verde


   Esse é o ser awesome que me fez chorar vários dias com seus livros incríveis. É o maluco que cria personagens tão lindos e obras tão profundas que parece até que ele está me lendo e não contrário. É o carinha que me fez enxergar os pequenos infinitos que me rodeiam, que me fez perceber que alguns infinitos são maiores que outros e para pensar bem sobre as marcas que eu quero deixar no mundo, pois a maioria delas tem uma grande chance de serem cicatrizes.


    Na real...

  
   Mas como não vou fazer isso, já que "os meus pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações", então vou mostrar um pouquinho dos livros dele. Citações que me marcaram bastante, que fizeram a diferença no meu pequeno infinito pois "os livros pertencem aos seus leitores". 

Here we go... <3



"Eu estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Eu estou apaixonado por você, e sei que o amor é um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos, todos nós, condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizermos voltará ao pó, e sei que o Sol vai engolir a única Terra para chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você."

"Alguns infinitos são maiores que outros."

"Meu livro favorito era, de longe, “Uma aflição imperial”, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição."

"Sim, eu tenho medo do esquecimento terreno. Mas, quer dizer, não quero parecer meu pai nem minha mãe falando, mas acredito que os seres humanos têm alma, e acredito na manutenção da alma. O medo do esquecimento é outra coisa, o medo de não ser capaz de dar a minha vida em troca de nada. Se você não vive uma vida a serviço de um bem maior,precisa pelo menos morrer uma morte a serviço de um bem maior, sabe? E eu tenho medo de não ter nem uma vida nem uma morte que signifique alguma coisa."

“Enquanto a maré banhava a areia da praia, o Homem das Tulipas Holandês contemplava o oceano:
- Juntadora treplicadora envenenadora ocultadora reveladora. Repare nela subindo e descendo, levando tudo consigo.

- O que é? - Anna perguntou.

- A água - respondeu o holandês. - Bem, e as horas.”

"Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas."

"Talvez haja alguma coisa que você tem medo de dizer, ou alguém que você tem medo de amar, ou algum lugar que você tem medo de ir. Vai doer. Vai doer porque é importante."

Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário? Que estranho acreditar que um Deus lhe deu a vida e, ao mesmo tempo, achar que a vida não espera de você nada mais que ficar vendo TV.

Ele só conseguia antever que isso estava por vir, e ali, deitado no chão duro e irregular, com Hassan pressionando demais sua testa, a distância que separava Colin e seus óculos permitiu que ele percebesse qual era o problema: miopia. Ele tinha a vista curta. O futuro jazia a sua frente, inevitável mas invisível.

Chorar é algo a mais: é você mais as lágrimas. Mas o sentimento que Colin carregava era um macabro choro ao contrário. Era você menos alguma coisa.

Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça.

Nós, gordinhos, temos um laço afetivo, cara. Somos tipo uma Sociedade Secreta. Temos varios lances que nem passam pela cabeça de vocês. Apertos de mão, danças especiais para gordos, umas cavernas fugging secretas no centro da Terra para onde descemos no meio da noite, quando todos os magros estão dormindo, pra comer bolo, frango assado e altas paradas. Por que acha que a Hollis ainda estâ dormindo? Porque ficamos acordados a noite toda na caverna secreta injetando cobertura de bolo na veia.

(…) Ela o amou, e ele também, intensamente. E ainda a amava - ele se pegou brincando com as palavras em sua cabeça enquanto dirigia: Eu te amo, Katherine. O nome parecia diferente quando dito para ela; deixara de ser o nome pelo qual Colin fora, por tanto tempo, obcecado e passara a ser uma palavra que descrevia exclusivamente ela, uma palavra com aroma de lilases, que capturava o azul de seus olhos e o comprimento de seus cílios.

E, naquele momento, estava tão frio e tão silencioso… E eu te amava tanto. Agora está calor e muito quieto de novo. E eu ainda te amo.

É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.

Aquela sensação de amar e ser amado invadiu seu ser, e ele pôde sentir o gosto da adrenalina no fundo da garganta - e quem sabe não acabou, e quem sabe ele iria poder sentir o toque da mão dela de novo, e ouvir aquela voz alta e aguda se transformando num sussurro na hora de dizer eu-te-amo do jeito rapidinho e baixinho como sempre fizera. Ela falava eu te amo como se fosse um segredo; e um dos grandes.

Eu sou… Eu sou um fracasso. E se for só isso? E se, daqui a dez anos, eu estiver sentado num fugging cubículo processando milhares de dados numéricos e decorando estatísticas de beisebol para poder arrasar na liga virtual, e não tiver a Katherine do meu lado, e não fizer nada de significativo, e for simplesmente um desperdício completo?

Aí a linha ficou silenciosa, mas não completamente muda. Era quase como se ele estivesse ali no meu quarto comigo, mas de um jeito ainda melhor - como se eu não estivesse no meu quarto e ele, não no dele, mas, em vez disso, estivéssemos juntos numa invisível e tênue terceira dimensão até onde só podíamos ir pelo telefone.


   Esses são só alguns, entre tantos. Não sei, mas qualquer coisa que eu diga sobre os livros dele vai soar como LEIA LEIA LEIA LEIA LEIA! Porque é exatamente isso que eu quero dizer. Mas enfim... Continue acompanhando a Semana John Green e DON'T FORGET TO BE AWESOME!





Semana John Green: Dia 2 - O Livro

   Vamos continuar nossa jornada no mundo de O Teorema Katherine!
   Ontem eu dei uma introdução sobre o livro (aqui), falei sobre o enredo principal, minha opinião e tudo. Hoje vamos explorar um pouco os sobre os detalhes do livro.

Personagens

   Colin Singleton é um garoto prodígio no qual muitos consideram como gênio, mas que ele discorda totalmente, pois "prodígios conseguem aprender rapidamente o que outras pessoas inventaram; gênios descobrem o que ninguém descobriu. Prodígios aprendem; gênios realizam. A maioria das crianças prodígio nunca se torna um gênio na idade adulta. Colin tinha quase certeza de que fazia parte dessa maioria desafortunada."
   Ele fala fluentemente 11 línguas, tem um cabelo afro-judaico e mania de criar anagramas de qualquer coisa - o que foi até um grande desafio para a tradutora, que teve que rebolar para adaptar os anagramas da melhor forma possível ao nosso idioma. Sua maior ambição é ser alguém importante, deixar uma marca no mundo (alguém notou uma semelhança com Augustus Waters aqui?) e, principalmente, ser importante para Katherine XIX.
   "Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário? Que estranho acreditar que um Deus lhe deu a vida e, ao mesmo tempo, achar que a vida não espera de você mais do que ficar vendo TV."
  Desde que se lembra de ter algum relacionamento afetivo com alguém, sempre namorou garotas chamadas Katherine. "Não Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem - Deus o livre - Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas - cada uma, individualmente falando - terminaram com ele." Mas K-19 deixou sua marca. Ela foi a primeira a deixá-lo com um pedaço faltando quando o relacionamento dos dois dois chegou ao fim.
Mensagem de K-19 no anuário de Colin. 
   O garoto começa a entrar em decadência quando percebe que seu problema não é "não ser um gênio" ou "não ter o amor de Katherine XIX". "O fato é que, na cabeça de Colin, as duas coisas estavam relacionadas. [...] Colin Singleton, célebre menino prodígio, célebre veterano nos conflitos Katherínicos, célebre nerd e sitzpinkler (mais sobre isso mais tarde), não era importante para Katherine XIX, e não era importante para o mundo. De repente, ele não era mais o namorado de ninguém nem o gênio de ninguém." Agora tudo o que o garoto queria fazer era ficar deitado de barriga para cima com as pernas esparramadas no carpete a lembrar de sua amada -  sua última Katherine, a que mais amou e a que foi embora e levou um pedaço enorme dele, no qual sentiria falta todos os dias.
  "Ele começou  a criar anagramas de "para sempre sua" até que achou um que lhe agradou: se um pesar para. Então ficou deitado ali imaginando se o seu pesar pararia, e repetiu mentalmente a já decorada mensagem, e quis cair no choro, mas em vez disso sentiu apenas uma dor no plexo solar. Chorar é algo a mais: é você mais as lágrimas. Mas o sentimento que Colin carregava era um macabro choro ao contrário. Era você menos alguma coisa. Ele ficou pensando naquela expressão - para sempre - e sentiu uma queimação logo abaixo da caixa torácica. Doía como a pior surra que já tomara. E ele já havia tomado muitas."
  Colin agora só via uma alternativa para tornar-se importante: criar um teorema que mostraria a duração de um relacionamento e quem seria o Terminante.
  Cansado de o ver assim, seu amigo, Hassan, dá uma ideia: uma viagem de carro! Sem destino, sem prazos, sem Katherines. E eles vão. Pegam o Rabecão de Satã (carro do Colin) e se mandam para onde a estrada os levar. 
   Hassan Harbish é filho de árabes, islamita sunita ("Ele não é terrorista!") e o ser mais hilariamente irônico que eu tive a oportunidade de ler. Suas ironias não são acompanhadas com a pretensão maldosa que se vê na maioria dos personagens, mas é, na verdade, uma maneira divertida de expressão que o torna tão especial.
   Apesar de ter sido aceito na faculdade, ele preferiu não se matricular em nenhuma matéria e Colin pega muito no seu pé por esse motivo. Ele é fã da juíza Judy e Jornada nas Estrelas (). Costuma falar frequentemente expressões em árabe e alemão e denotar o quanto é legal ser gordinho. 
   “Nós, gordinhos, temos um laço afetivo, cara. Somos tipo uma Sociedade Secreta. Temos vários lances que nem passam na cabeça de vocês. Apertos de mão, danças especiais para gordos, umas cavernas fugging secretas no centro da Terra para onde descemos no meio da noite, quando todos os magros estão dormindo, para comer bolo, frango assado e altas paradas.”
   Hass, assim como eu, respira gordice. Com base nisso fiz um vídeo ilustrando a Sociedade Secreta dos Gordinhos com meus amigos para você sentir um pouco do clima de OTK. Por favor, ignore a má produção. We just did for fun!


   O "cigarro" (de papel) na boca foi apenas para nunca esquecer de Augustus Waters. Um agradecimento ao nossos fornecedores de galeto, Nutella injetável e à minha mãe que fez sua aparição para alegrar o dia! \o/
  Lá no Who's Thanny está rolando uma promoção para você fazer (a) uma história ambientada na caverna secreta da Sociedade Secreta dos Gordinhos e/ou (b) criar um vídeo com danças especiais para gordinhos e apertos de mãos secretos. Se esse vídeo lhe inspirou, RUN! 
   Anyway...




  Enquanto viajavam, Colin atentou para uma placa que dizia "Visite o Túmulo do Arquiduque Francisco Ferdinando - O Cadáver que Deflagrou a Primeira Guerra Mundial". Como estamos falando de um garoto prodígio com uma incansável sede de informações, podemos concluir que essa foi a parada dos rapazes. O túmulo ficava na cidade de Gutshot e a guia era a jovem Lindsey. 
   Linsey Lee Wells é filha de Hollis, dona da fábrica que alimenta Gutshot economicamente. É fluente em alemão, lê a revista Celebrity Living e é namorada de um Colin da cidade (apelidado pelos rapazes de OOC - o outro Colin). É uma personagem que vai se tornando gradativamente interessante, pois, ao contrário dos outros, a essência dela é mostrada com reservas e bem aos poucos. Na verdade, é uma tremenda fraude - ela própria diz isso. Teve um passado emo-punk-gótico e alguns segredos dos quais não se orgulha. 
   "Ela possui o tipo de sorriso largo e matreiro que não lhe deixa opção senão acreditar - só dava vontade de fazê-la feliz para poder continuar vendo aquele sorriso. [...] Aquele sorriso seria capaz de pôr fim a guerras e curar o câncer."
  Juntos, Hassan, Colin e Lindsey vivem um pouco do que a vida lhes reserva naquela pequena cidade do Tenessee e o garoto prodígio, que agora tem a mente muito mais livre, se emprenha na criação do teorema. 


Curiosidades dos Personagens


  • Collin não sabe sussurrar.
- Qual a superfície total, em quilômetros quadrados, do estado do Kansas? - Hassan sussurrou.
- Humm, uns 211.800. Por quê?
- Nada. É que eu acho interessante o fato de você saber isso mas não conseguir encontrar um jeito de falar sem usar as cordas vocais.
  • Colin, aos 10 anos, criou uma frase de 99 palavras na qual a primeira letra de cada uma correspondia ao dígito de pi equivalente (a=1, b=2 etc; j=0). ~aliás, se você conseguir fazer o mesmo, pode ganhar um kit de O Teorema Katherine, look
  • A mãe de Lindsey tem uma mansão totalmente cor-de-rosa, onde a cachorra, Princesa, tem o próprio quarto. 
  • Lindsey mantem com sua mãe um cofrinho onde depositam 25 centavos toda vez que falam palavrão. 
  • Hassan e Colin falam a palavra "Badalhoca" como código para quando um está indo longe demais e assim encerrar o assunto. 
  • Colin ganhou uma competição de crianças prodígio chamada KranialKidz.
  • Para Colin o mundo está dividido em Terminados (os que terminam o relacionamento) x Terminantes (os que são chutados). Ele é, definitivamente, um Terminado. 
  • Na verdade, Colin não gosta de Matemática. (WTF? '-' Nada faz sentido)
  • Colin não conhece a utilidade das cordinhas nos absorventes internos nem sabe contar histórias, mas deseja aprender sânscrito "que é tipo o monte Everest das línguas mortas".
  • O maior defeito de Col é seu egoísmo extremo, assim como o de Lindsey. 

"É possível amar muito alguém, mas o tamanho do seu amor nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir por ela."
   John Green mostra através dos seus personagens que a obra é profundamente psicológica. Acompanhamos o que os personagens são, com seus defeitos e ambições, como também descobrimos o que eles escondem e porque, assim como a razão de eles serem como são. Aprendemos com eles e cada página é uma lição de vida. Impossível não criar conexões com o autor.
  Além do psicológico, são abordadas também MUITAS curiosidades. Sinceramente, esse livro é muito informativo! As notas de rodapé - que contam com o sempre sutil humor do John Green -, assim como as curiosidades espalhadas pelo livro, são incrivelmente interessantes. Vou mostrar para vocês!


Curiosidades presentes no livro


  • Sitzpinkler: "Palavra alemã para "maricas", que significa literalmente "homem que mija sentado". Esses alemães excêntricos... têm sempre uma palavra para tudo."
  • "Não há dúvida de que o arquiduque Francisco Ferdinando foi importante, embora não fosse nem prodígio, nem gênio: seu assassinato deflagrou a Primeira Guerra Mundial - sua morte resultou em 8.528.831 outras.
  • "Fetor hepaticus: um sintoma de estágio avançado de insuficiência hepática. Basicamente, o que acontece é que seu hálito fica com o cheiro de um cadáver em decomposição."
  • Tópicos de pensamentos de Colin: "(1) baguetes, (2) Katherine XIX, (3) o colar de rubis que comprara para ela cinco meses e dezessete dias antes, (4) a maioria dos rubis vem da Índia, que (5) era colônia do Reino Unido, da qual (6) Winston Churchill foi o primeiro-ministro, e (7) não é interessante o fato de vários políticos do bem, como Churchill e Gandhi, eram carecas enquanto (8) vários ditadores do mal, como Hitler, Stalin e Saddam Hussein, usavam bigodes?"
  • Mysterium Tremendum Et Fascinans - uma mistura de medo aterrorizante com fascínio arrebatador, do tipo que dá frio na barriga.
  • Abliguritio - termo em latim que significa "gastar uma enorme quantia de dinheiro com comida". SOCIEDADE SECRETA DOS GORDINHOS! \o/
  • Schadenfreude - Sentir prazer ao ver a dor dos outros.
  • Nikola Tesla, que fez tanto pela eletricidade quanto Thomas Edison, tinha uma fascinação quase romântica pelos pombos. Ele se apaixonou por uma pomba branca em especial. E escreveu sobre ela: "Eu amei aquela pomba. Eu a amei como um homem ama uma mulher."
  • "As abelhas só ferroam uma vez e depois morrem. As vespas, por outro lado, podem ferroar várias vezes. Além disso, as vespas, pelo menos do ponto de vista de Colin, são mais malvadas. Abelhas só querem fazer mel. Vespas querem matar você."
   Bem, essas são só algumas. Se você quer conferir mais do que OTK tem, acompanhe os blogs participantes durante essa semana e nunca, nunca FORGET TO BE AWESOME!

Semana John Green - O Teorema Katherine


   Hey, awesome people! \o/
   Hoje, 25 de março, é um dia muito especial. Não por ser meu aniversário - happy birthday to me - mas por ser o dia em que dá início à ~paranananan~ SEMANA JOHN GREEN! Isso mesmo, uma semana inteira dedicada ao autor mais awesome que pisou nesta Terra e mexeu com  nossos corações.

  Com o lançamento de O Teorema Katherine no Brasil, a Intrínseca e vários blogs se uniram para uma ação na internet que além de causar várias risadas ainda vão lhe dar muitos prêmios! Vamos dominar as redes sociais e mostrar para todo o mundo nossa awesomeness, assim como fizemos na primeira vez com #CulpaDoJohnGreen.
   E como isso vai funcionar, Amanda?
  Seguinte... Durante toda essa semana os blogs que participam da ação irão postar sobre o John, O Teorema Katherine, a Nerdfighteria, enfim... tudo relacionado ao universo João Verde. Além disso, acontecerão várias promoções durante a semana - acreditem, são MUITOS kits para sorteio!
   A GRANDE promoção, que será a principal, vai pedir muito da criatividade de vocês. No exterior An Abundace of Katherines teve várias capas até chegar a atual, com a qual o livro foi lançado no Brasil. Ela é bastante especial por um motivo: foi criada por um nerdfighter de 17 anos em um concurso! Sabemos que a nerdfighteria brasileira é muito forte e seus integrantes, muito talentosos. Acreditamos em vocês! Assim sendo, aí vai o desafio: Criar um nova capa para O Teorema Katherine. As 5 melhores capas serão selecionadas e todas elas levarão um kit do livro, contendo bolsa Intrínseca + marcador + botton + caixa exclusiva  + potinho de imãs + O Teorema Katherine. E mais: a melhor leva um livro do John Green à sua escolha, seja em inglês ou português (e que não seja OTK)! ~mais informações sobre todas as promoções no blog Este Já li~


Além dessas super promoções, haverá as dos blogs participantes e as do twitter. Não esqueça: invadiremos o Twitter com a hashtag #TeoremaJohnGreen! 
   O The Book is on the Shelf também vai te premiar. Quer saber como?

Crie uma frase de 99 palavras na qual a primeira letra corresponde ao dígito PI (a=1, b=2, c=3, etc; j=0) e mande para teoremajohngreen@gmail.com com o assunto "Promoção Pi".
Ex: "Costumam adorar doses alcoólicas esses inconsequentes bagres, fanfarrões embriagados, cometendo excessos hepáticos, instigando grandes indulgências com benefícios calamitosos. Heroicamente, dedicadas focas babás fazem das crias carentes habilidosas crianças bagres, garantindo incondicionalmente educação justa, básica, honesta, harmoniosa, dando auxílio integralmente gratuito à família. Inspiram confiança imensa, inclusive cultivando generosidade e alegria. Já esses horríveis baiacus joviais insultam garoupas domésticas inadequadamente, demonstrando demérito e incomodando bastante cada jovem garoupa. Humilham as feiosas damas, justamente fazendo brincadeiras horrendas, falando baboseiras jocosas. Hostilidades irritavelmente inescrupulosas, habitualmente ferinas, bestiais, horripilantes. Jovens crianças declaram hostilizar baiacus enquanto causadores de baderna. Aprendei a glorificar jubilosamente fantásticas garoupas!"
Ps:  Colin fez isso quando tinha 10 anos, então capriche!
   Mas vamos falar sobre o livro...




 Colin Singleton é um garoto prodígio em decadência - tanto intelectual quanto emocionalmente. De suas manias peculiares destacam-se criar anagramas de bate-pronto, compartilhar informações que a maioria das pessoas não tem conhecimento e, a mais importante, ter o coração partido por garotas de nome Katherine. 19, ao todo. 
   Mas Katherine XIX foi diferente e o sofrimento causado por ela igualmente. Quando tudo terminou, Colin sentiu que a moça havia levado um pedaço dele que não poderia ser completado por ninguém além dela. Seria uma típica história de corações partidos, se seu amigo Hassan não o lançasse em uma Road-Trip sem destino e sem Katherines e Colin não resolvesse então criar um teorema no qual mostra o gráfico de qualquer relacionamento e prevê quem irá terminar com quem e quando. 
   No meio da viagem eles acabam parando em Gutshot - que fica praticamente no meio do nada - para visitar o túmulo de Francisco Ferdinando, o carinha com o qual seu assassinato foi o estopim para a Primeira Guerra Mundial, e conhecem Lindsey e Hollis, pessoas com as quais irão dividir a casa, o conhecimento e as lições de vida. 
   É um livro bem profundo, que reúne conhecimentos matemáticos - nem tão apreciados assim por John Green -, notas de rodapé incrivelmente hilárias, curiosidades bem interessantes e muitas lições que a maioria de nós devia guardar para a vida toda. É uma obra sutilmente intelectualizada, com doses de romance e deliciosas aparições de ironia. 
   Sério, em um momento você dá gargalhadas, em outro pensa "Cara, isso é interessante!" e em mais alguns um clarão de lição de vida te ilumina.
   Eu gostei bastante. Na verdade, dizer que gostei beira ao ultraje. Eu amei demais. <3 Os personagens são tão reais, tão encantadores. Mas você saberá mais sobre eles amanhã, assim como mais detalhes sobre toda a obra.
   "Se pudessem me ver do jeito que eu me vejo, se pudessem viver nos meus pensamentos, será que alguém, qualquer pessoa, me amaria?"
  A obsessão do Colin em ser importante, a ironia de Hassan, o sorriso de Lindsey ("Aquele sorriso seria capaz de pôr fim a guerras e curar o câncer."), as "acomodações confortáveis, apesar de infinitamente cor-de-rosa" de Hollis, todas as peculiaridades dos personagens incríveis de O Teorema Katherine e a escrita genial do John Green irão invadir vocês esta semana então fiquem ligados e não percam nenhum passo!
   E, nunca se esqueça, don't forget to be awesome!